Foi assim que não foi

Eu nasci/ eu nasci/ há 10000 anos atrás/ eu nasci há 10000 anos atrás/ e não tem nada nessa rodada que eu não saiba demais.

Sábado, o Flamengo-DF recebeu o Grêmio. O que tinha de quente no clima tinha de frio no jogo, e como de frio o Grêmio entende, copou a peleja. Gol de Biteco, após tabela de Biteco com Biteco que passou por Biteco e tocou para Biteco, que carimbou a trave mas Biteco não deixou passar. Nota lamentável do jogo para Marcelo Moreno, que bateu um pênalti pra fora e saiu correndo comemorar com a torcida do Grêmio. Devido à invasão de um torcedor, é possível que o Flamengo perca um mando de jogo e talvez precise jogar em lugares inusitados, como o Rio de Janeiro.

Também no sábado, o resultado mais óbvio da rodada em Campinas. Um gol no primeiro tempo e um no segundo, não necessariamente nessa ordem, e o Cruzeiro ganhou, nem tem muito o que dizer fora o que todo mundo já saberia que iria acontecer. Em Santos, o Vitória foi buscar aquele empate estratégico do Projeto Quinto Lugar do Caio Junior, mas não contava com 2 gols de Neymar, fato cuja explicação mais coerente envolve bancos de reservas, sósias, Dança dos Famosos e um dentista fã de Beatles que promete criar clone de John Lennon a partir de dente.

Se depois destes jogos você foi pra balada, perdeu o jogo entre Criciúma e Coritiba. Isto é, depois dos jogos, o Coritiba foi pra balada. Segundo a Lei do Ex, os dois gols foram de Marcel. E, se a Lei do Ex é cruel o suficiente, um gol foi de cabeça e o outro sem querer, já que Marcel não sabe fazer gol de outro jeito.

Domingão, um ato nobre: o Flamengo-DF emprestou seu estádio para o rival Vasco. Curioso foi ver, na arquibancada, vários torcedores familiares com a camisa do clube alvinegro. Mais tarde, notamos que eram os mesmos que estavam no estádio com a camisa do Flamengo no dia anterior. Brasília está se acostumando com esse negócio de “Campeonato Brasileiro de Futebol”, não estranhem. Enfim, 1×1, gols de Guerrero e Pato contra, que saiu vaiado, em silêncio, mas seus companheiros de time saíram em sua defesa.

No mesmo horário, o São Paulo saiu perdendo com um frango do Rogério Ceni, mas virou com dois gols de Marcelo Antunes, torcedor que participou da promoção “Quem for ao jogo com camisa, calção e chuteira, pode jogar”. Na comemoração do segundo gol, mandou um abraço especial para Amir Somoggi dizendo “VEM CONSULTAR O MARKETING AQUI DO MEU #$%@”. Além deles, Bahia e Náutico foram até a Fonte Nova e, em protesto contra o calendário, só combinaram um resultado que não prejudicasse muito ninguém e foram embora. E ainda teve o clássico dos times cujos apelidos quase substituem os nomes, Galo x Lusa. Era pra ser uns 8×0, mas o Galo esqueceu completamente como se ganha um jogo sem aquele cagaço todo. Por isso tomou um gol de propósito, senão o jogo terminaria 0x0.

Nos últimos dois jogos, Inter e Goiás fizeram um jogo completamente absurdo. Walter abriu o placar. Figueroa empatou. Renteria virou. Walter fez o segundo, o terceiro e, com fome de gol (dsclp), fez o terceiro do Inter também, aos 12 do primeiro tempo. Novo Hamburgo é um lugar místico, essas coisas acontecem. Por fim, o HARLEM GLOBE TRÉTIS tá nem vendo quem aparece na frente. Ontem, o Seedorf saiu falando fino e pedindo desculpa depois da TUNDA DE MANGO que o Atlético deu.

Bom, isso aí foi tudo o que eu não vi da rodada, porque sábado eu estava no casamento do meu melhor amigo e domingo fui ver Smurfs 2 com a minha sobrinha no cinema. Esse texto foi só pra mostrar como meu fim de semana foi infinitamente melhor que o de vocês, seus torcedor de futebol. Beijo nas costa da mão das invejosa e até a próxima.

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