Que golaço, mermão

Lá vou eu novamente tentar substituir os gênios titulares nesta coluna. Como vocês bem sabem, o José está viajando e trocou o dia que iria escrever, pegando a rodada de meio de semana na última sexta. El teve alguns problemas e como bos, também preciso resolver as coisas quando o bicho pega. Mas não esperem piadinhas na coluna de hoje do OSWALDÃO-13.

Venho há muito dizendo que o campeonato tá bacana, tá bonito, tá daora. Não se pode chamar um campeonato que tem o Botafogo como líder de chato, previsível, nivelado por baixo. Nivelado por baixo é o caralho. O mais legal de ter o Glorioso na ponta é justamente pela personalidade de Oswaldo de Oliveira. Ele foi o cara que bancou Rafael Marques como titular, e depois de mais de um ano, o grandalhão vingou.

A melhor entrevista deste mês foi a do comandante alvinegro, que em defesa de Rafael Marques, disse as seguintes palavras (tá em caps mesmo porque foi épico): “GOLAÇO. QUE GOLAÇO, MERMÃO, FALA SÉRIO. OTÁRIO NÃO IA FAZER UM GOL ASSIM, NÃO É VERDADE? TEM DE JOGAR BEM, TEM DE JOGAR MUITO BEM. QUANTAS BOLAS ELE TIRA DE CABEÇA NA NOSSA ÁREA, QUANTOS DESARMES ESSE CARA FAZ? QUANTOS SERVIÇOS ELE PRESTA PARA O TIME. VOU REIVINDICAR UM AUMENTO DE SALÁRIO PRA ELE, TÁ GANHANDO POUCO”. BOOM! Na sua cara, esse é Oswaldão. A mulher dele pode até ter botado pilha durante a semana, mas o Fogão está com a bola toda. Sem mais delongas, vamos ao resumão da rodada onde todos tinham algo em comum?

DOMINGO, MARACANÃ: Clássico da Previdência
O Botafogo venceu o Vasco por 3-2 com dois gols de Rafael Marques, vulgo Xerxes, no Maracanã. Podemos chamar do “Clássico da Previdência”. Tivemos o lance “que golaço, merrmão” com o terceiro tento do Fogão feito por Xerxes, o gol do Reizinho de São Januário, que deu uma roleta hétero no marcador e quase desmoralizou a defesa adversária. Grande jogo no Maracanã.

SÁBADO, MINEIRÃO: Clássico do Super Trunfo
O Cruzeiro derrubou o Coritiba, último invicto no campeonato, por 1-0. Mas estava tão óbvio, mas tão óbvio que o Coritiba perderia sem Alex que… perdeu. E tomando gol de Luan, só pra humilhar. Luan tem ido muito bem na Raposa, o que claramente se deve em função dele ter rasgado a barra de sua calça jeans e agora jogar de bermuda. Dá mais mobilidade, né? O Coxa ainda tentou o Super Trunfo da rodada escalando Keirrison, que não entrava em campo desde que Pantanal ainda estourava nas paradas da TV Manchete. É claro que ele não fez nada demais.

DOMINGO, MOISÉS LUCARELLI: Clássico da Transabilidade
O Fluminense empatou em 1-1 com a Ponte Preta em Campinas, numa tentativa de vencer a segunda partida com Luxa após sua chegada nas Laranjeiras. Tivemos o duelo entre o pegador (Fred) e o Barango (William Batoré). Quem saiu com algo a comemorar foi justamente o jogador que tinha menor índice na escala da transabilidade: Fred perdeu um pênalti e o rebote, William marcou o gol de empate depois dos 40 do segundo tempo.

DOMINGO, BARRADÃO: Clássico do Infelizmente não deu
Ainda não é hora para dizer isso, mas ao fim do campeonato o torcedor do Vitória certamente dirá esta sentença se o seu time estiver sob o comando de Caio Júnior: infelizmente não deu. O Leão recebeu a Lusinha e venceu por 2-1 de virada, com certo sufoco. Mas por incompetência da Portuguesa, que chutou 93 vezes ao gol e só conseguiu marcar um, com Cañete. Depois de tanta ineficiência, o pessoal do Canindé saiu na frente, mas… infelizmente não deu, o Vitória virou com Danilo Tarracha e Fabrício.

DOMINGO, ARENA GRÊMIO: Clássico dos revoltados
Grêmio e Internacional fizeram o primeiro GreNal na Arena e deu a maior merda. Primeiro porque a arbitragem prejudicou os colorados com marcações duvidosas que definiram a partida e segundo porque um torcedor estúpido do Inter achou que seria legal mandar um barro na cadeira do estádio, nas paredes próximas ao banheiro e postar no facebook. O placar foi de 1-1, gols de Barcos e Damião. Ambos tiveram com o que se revoltar depois do apito final. Alguém vai ter de limpar aquela sujeira.

DOMINGO, HERIBERTO HÜLSE: Clássico do sinalizador
O Criciúma fez a maior festa em casa para receber o Corinthians e levou um 2-0 na lata. E a superioridade alvinegra (azul, no caso) foi tão grande que nem deu graça, domínio puro, massacre. Renato Augusto marcou um golão de fora da área e Guerrero marcou de pênalti. Em certo ponto, o juiz pediu para que a partida fosse interrompida em função de um sinalizador que deixou o Heriberto Hülse numa neblina desgraçada. Não, não vamos fazer a piada que você pensou.

DOMINGO, MANÉ GARRINCHA: Clássico do gigante adormecido
O Flamengo está numa turnê nacional e ainda não decidiu onde diabos vai jogar este ano como mandante. Novamente foi até Brasília para encher o Mané Garrincha (e o bolso) e encarou o Atlético Mineiro, que ainda não voltou da festa no Mineirão depois da Libertadores. Massacrou por 3-0, respirou na tabela e afundou ainda mais o Galo, que precisa tomar uma água tônica e comer algo leve pra ver se essa ressaca passa. Nixon, Elias e Paulinho marcaram.

DOMINGO, DURIVAL DE BRITTO: Clássico dos promovidos
Por fim, o Atlético Paranaense engatou sua terceira vitória consecutiva diante do Goiás, por 2 a 0. A boa sequência do Furacão é um consolo depois da série de jogos em que atuou bem e se lascou no fim. E também um bom trabalho de recuperação por parte de Wagner Mancini. O Goiás sofre para encontrar consistência e está estacionado na 13ª posição com 13 pontos.

TROFÉU QUE GOLAÇO MERMÃO: Renato Augusto deu um corte letal no marcador e acertou um balaço no ângulo do Criciúma. Sem mais.

TROFÉU NA SUA CARA: Flamengo demoliu o Atlético Mineiro, que tirou o Brasileirão para desfilar a faixa de campeão da Libertadores.

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