Os 11 melhores carecas de todos os tempos

Jogadores de futebol têm a sorte de viver o auge da carreira na juventude. A aparência dos craques costuma se manter em bom estado até a aposentadoria, quando o porte atlético dá lugar à barriga de chopp e às entradas do cabelo fazendo da testa um pouco maior do que prega a natureza. Mas o que fica marcado na lembrança no torcedor é a imagem da mocidade dos seus ídolos.

Talvez por isso todo jogador calvo chame tanto a atenção e quase sempre ganhe um carinho a mais do torcedor, seja ele um Basílio ou um Zidane. O careca, antigamente, representava o inusitado. Hoje em dia, com tantos cabeças raspadas por aí, virou moda, principalmente depois do sucesso de Michael Jordan na NBA.

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Bobby Charlton (Crédito: 8bit-football.com)

Inspirada na seleção de Fernando Vives, o @sorryperiferia no twitter (que escalou Marcos; Ruy Cabeção, Stam, Baresi e Leo; Alemão, Dinho, Lechkov e Zidane; Lombardo e Robben), a TF também escolheu os melhores carecas de todos os tempos.

Para evitar qualquer tipo de chacota, ofensas pessoais, dedo no rosto e coisas do tipo, o Portes me escolheu para a missão. Não que ele esteja sofrendo do mesmo problema dos jogadores, claro. Enfim, vamos logo aos 11 antes que eu seja demitido no meio do texto.

*Nota do editor: já estou usando Clear Queda Control, logo, não sofrerei tão cedo o mesmo problema dos jogadores. #ad

Marcos: é um careca que merece tantos elogios como goleiro e pessoa que merecia um gif biográfico aqui em vez do meu texto. Virou santo na narração de Galvão Bueno quando ainda tinha tufos na cabeça.

Jaap Stam: joga improvisado, mas já rendeu na posição. Maldosos (eu incluso) dizem que ele cruzava melhor que o Cafu. Representa o tipo de “careca monstro” tão comum nos filmes e no futebol, como Koller e o mais recente Shelvey. O zagueirão, que já foi o mais caro do mundo, é o melhor da série.

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Metgod, em estágio de calvície avançada (Foto: Feyenoord)

John Metgod: foi um zagueiro discreto e vitorioso no futebol holandês e inglês, tendo uma passagem não tão marcante pelo Real Madrid. É aquele cara que parece que já nasceu careca. Ou talvez ninguém tenha reparado.

Franco Baresi: muitos dizem que o zagueiro italiano foi ficando ainda melhor com o tempo. Pois, enquanto evoluía como atleta, Baresi perdia cabelo. Quando já era um homem calvo, fez uma das melhores partidas da sua vida contra o Brasil na final da Copa de 1994. Romário chegou a dizer que nunca viu marcação tão boa igual a do zagueiro italiano. Experiente, Franco estava no auge da carreira, mas ainda não o da calvície, que chegou ao ponto máximo após a sua aposentadoria.

Roberto Carlos: careca por opção também entra na lista. Além da técnica e do chute forte fenomenal que nos fazia colocá-lo de atacante no Winning Eleven, o lateral ainda pode se gabar por sempre ter mantido uma das nucas mais lustrosas da história do futebol.

Gérson: representa o careca malandro, carioca, comum nos anos 70. Hoje, o tipo é visto raramente – geralmente, em alguma lotérica, fazendo uma fézinha na Mega-Sena, com o lápis atrás da orelha. É, como dizia o craque da Copa de 70 no comercial do cigarro Vila Rica, o cara que gosta de levar vantagem em tudo. A diferença é que, em campo, o Canhotinha de Ouro se sobressaía mesmo pelo talento. Além da sua tão falada visão de jogo, que o fazia servir companheiros a diversos metros de distância, Gérson também foi um dos primeiros camisas 10 a ajudar na marcação num tempo em que não tinha obrigação nenhuma de fazê-lo. O que prova de que nem todo malandro é necessariamente um preguiçoso.

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Gemmill, “um cabereca” (Foto: Derby fans)

Archie Gemmill: para muitos, ele é somente o jogador que fez um golaço contra a Holanda em 1978. O tento foi tão marcante na Escócia que virou música, dança e até aparece no filme Trainspotting, clássico moderno de Danny Boyle. Mas engana-se quem pensa que Gemmil teve um brilho apenas em sua carreira. O meio-campista foi ídolo no Nottingham Forest e no Derby County na década de 1970. É o careca vintage do time.

Zinedine Zidane: mesmo com tantos craques no time, é o dono da camisa 10. Antes de raspar a cabeça, havia despachado o Brasil na final da Copa de 1998 e vencido dois Calcio pela Juventus. Já era gênio e calvo. Mas foi no Real Madrid que conquistou a sua única Liga dos Campeões da carreira e se tornou um ídolo midiático no mundo inteiro. Sua careca desde então nunca deixou de brilhar pelos gramados. Nem mesmo na sua triste despedida do futebol. Um pouco dela acertou o peito do Materazzi e lhe rendeu o cartão vermelho que pôs fim com toque dramático à uma carreira reluzente (usar “brilhante” para descrever a careca me deixou meio sem opção de adjetivos).

Bobby Charlton; o garoto prodígio que estava no avião da delegação do Manchester United que desabou e matou parte do elenco talentoso dos Red Devils. Alguns levantam a hipótese de que a perda de cabelo de Charlton, um sobrevivente do desastre, tem relação com o acidente. Pouco importa. O meia foi o principal jogador da Inglaterra no único título em Copa do Mundo dos inventores do esporte e se consagrou como um meia de um estilo de jogo dos mais elegantes já vistos, o que meio que compensava o seu penteado ridículo, que tentava esconder a careca com o cabelo do lado.

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Seeler, o frentista do posto mais próximo da sua casa (Foto: Berliner zeitung)

Uwe Seeler: um gordinho, baixinho e careca pode se tornar craque? Antes da era do marketing no futebol, provavelmente era mais fácil, mas Uwe Seeler ainda assim precisou superar muita desconfiança. Praticamente inaugurou o jeito “tanque” de colocar a bola para dentro; foi centroavante de muitos empurrões, chutes prensados e muitos, muitos gols. Fez incríveis 446 gols em 520 jogos pelo Hamburgo. Seu futebol mostrava que o seu forte não era a beleza, mas a praticidade e a eficiência – dois pontos sempre citados por todo homem que assume a calvície.

Di Stéfano: Alfredo começou a carreira com o apelido de “A Flecha Loira”, mas logo perdeu a alcunha com a medida em que os seus fios foram rareando. Quando ficou calvo, virou “Don Alfredo”, ídolo maior da história do Real Madrid e, para muitos, o principal jogador argentino de todos os tempos, superando até mesmo Maradona. Seus gols e suas entradas conferiram ao craque um ar de respeito perante os zagueiros, fundamental na conquista de quatro Liga dos Campeões da Europa pelos merengues. Sua elegância, sempre apoiada em sua bengala, continua irretocável até hoje. Talvez tenha sido isso que fez o ex-craque, aos 86 anos, conquistar uma bela costa-riquenha de apenas 36, com quem se casou recentemente. Acredite você ou não.

Técnico: Pep Guardiola – antes de raspar a cabeça, foi um volante discreto. Após adotar a careca, tornou-se elegante, passou a ser elogiado pelas mulheres e ainda, de quebra, consagrou-se como o melhor técnico da atualidade. É um treinador que certamente vai entender a cabeça dos jogadores.

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