Os melhores momentos por conta da TV

Aviso desde já que o José ficou incapacitado de escrever a coluna de hoje e eu (Portes) vim pro lugar dele. Não sou humorista, mas estou me esforçando pra tentar manter o nível apresentado neste espaço. Grato pela atenção, vá lá.

A TV num domingo à noite é talvez o maior recibo de que a bosta da sua semana vai começar de novo. Tem gente que viaja na sexta pra voltar segunda de manhã (opa!) e tá lá jogado no sofá procurando algo pra ver antes de dormir. E aí vem o drama, um drama real.

O Grêmio ganhou e ganhou bem do Botafogo na Arena. Choveu pra caralho em Porto Alegre e nada disso abalou o tricolor que apesar de Seedorf (já, já vocês entendem por que diabos o holandês é o destaque) fazendo um golaço, neutralizou o Glorioso. Enquanto a parte vermelha do Rio Grande comemorava a vitória suada contra o Fluminense um dia antes, os azuis tinham um grande desafio na reestreia de Renato diante de sua torcida. E o sogrão da torcida gremista não decepcionou, assim como Vargas. Estudos da imprensa gaudéria apontam que cerca de 54% dos torcedores imortais estão sim aptos a ocupar o posto de genro querido de Portaluppi. Não entendeu? Clique aqui.

Nessa onda de informações inúteis, o SporTV resolveu fazer um clipe de Seedorf nesse duelo, após os comentários sobre o triunfo gremista. “Vamos aos melhores momentos de Seedorf”, disse o apresentador, seguido por uma imagem do holandês claramente coçando o saco ou manipulando o seu pênis. E a família brasileira, onde fica nisso? E quem foi o editor que entendeu como MELHOR MOMENTO uma honesta coçada por parte do camisa 10 alvinegro, 21h, num programa ao vivo, bicho?

Um Internacional celeste

Enfim, saco à parte, tivemos rodada. Como eu dizia lá em cima, o Inter ganhou do Fluminense, Forlão fez até gol olímpico, falhou Cavalieri e falhou também toda a corja defensiva do Flu, no quadro “estamos sem manchetes” deste fim de semana. (3-2) Por falar em acordar, acordou também o menino Santos, que bateu sem dó na Lusinha, que abusou dos gols perdidos e só fez o de honra com toques de habilidade, num voleio de Bruno Moraes, o Maxim Tsigalko da vida real. Inclusive contratem ele no FM11, é uma fera o menino. No fim, 4-1 para o Peixe na Vila e grande atuação de Aranha, o Lev Yashin negro.

Sob efeito de calmante

Em Salvador, fez um sol de rachar e o Vitória recebeu o São Paulo na estreia de Paulo “Rivotril” Autuori. Sem tirar as remelas dos olhos, os paulistas até ameaçaram aprontar contra o Leão, mas uma série de trapalhadas defensivas culminou numa virada por parte do rubronegro baiano. Dinei fez um gol tão vergonhoso que Rogério Ceni deveria lavar os pratos da delegação na janta. Caiu duas vezes dentro da área e o atacante marcou. Nessa insanidade, Maxi “Primo do Messi” Biancucchi deitou e rolou, marcou dois gols e não fosse por Renato Cajá, o placar teria sido 4-2 para o Vitória. Sim, pois ele perdeu um pênalti. Não que isso tenha apagado o brilho de um toque magistral na armação do ataque que resultou no terceiro gol baiano. Achamos que foi sem querer.

Raspa do tacho

O Corinthians mostrou como a superioridade, o favoritismo, um time completo e a posse de bola superior ao adversário não ganham um jogo. No Pacaembu, o Atlético Mineiro mais reserva que o reserva de Magrão fez 1-0 com Rosinei, provando que a Lei do Ex é cruel e mais real do que a gente imagina.

O Coritiba do El, que ganhou a Impedcopa no sábado (aliás, vamos falar disso amanhã), encarou o Atlético no Couto Pereira e adivinhem: ganhou por 1-0, gol do melhor angolano que já pisou nestas terras e ainda contou com um gol perdido de Marcão, que cara a cara com Vanderlei, foi pereba e chutou no goleiro.

Mano Menezes deu jeito no Mengão, que ganhou do Vasco com justiça e um bom futebol no Mané Garrincha, valendo pela nossa querida RODADA CIGANA do BR-13. O gol de Paulinho veio numa jogada bem trabalhada e o Vasco está pagando pelo mau planejamento. Ou melhor, está dizendo que vai pagar na próxima semana, assim que cair a grana do patrocínio. As águas poderiam estar turvas em São Januário, mas a conta não foi paga e o fornecimento foi cortado. Ficamos sem piadas. (1-0)

E o Cruzeiro recebeu o Náutico no Mineirão. Logo o Timbú, que virou um catadão de jogadores pré-showbol. Magrão, Ricardo Berna, Rodrigo Souto e mais uma galerinha da pesada levaram de 3-0, fora o baile. Ficou barato para os pernambucanos, já que a Raposa perdeu trocentos gols fáceis e poderia certamente ter feito 6 ou 9 no visitante. Paciência. E bom trabalho de Marcelo Oliveira no banco, diga-se.

A TF agradece a sua visita e garante que José estará de volta na semana que vem com comentários mais agradáveis do que os deste nobre escriba. Hasta. (E galera, o Adriano não assinou com a Chapecoense, era brincadeira minha)

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