As entradas mais violentas do futebol

Esses caras exageraram na dose da violência e por um momento de destempero (para alguns deles isso era comum) ficaram marcados por toda a carreira. Escolhemos cinco chegadas violentíssimas para continuar com o Especial Hematoma aqui na TF.

O porradeiro: Leonardo
A vítima: Tab Ramos
Evento: Copa do Mundo de 1994

Não é exagero dizer que Leonardo quase matou Tab Ramos. A cotovelada com o braço direito do então lateral, aos 42 minutos do primeiro tempo da partida entre EUA e Brasil na Copa de 1994, rendeu fraturas no crânio e no maxilar do meio-campista uruguaio naturalizado norte-americano. Foi internado às pressas e recebeu o alerta dos médicos que poderia não voltar mais a jogar futebol profissional. Conseguiu se recuperar e disputou a Copa do Mundo seguinte, na França. Em entrevista recente para o site oficial da Fifa, no entanto, Ramos admitiu: “Ainda sinto aquela parte da cabeça quando o tempo está muito úmido”. Mesmo com um a menos, o Brasil ganhou dos anfitriões do Mundial por 1 a 0, gol de Bebeto. E o poliglota Leonardo, mesmo tendo colocado a carreira e a vida do colega de profissão em risco, inexplicavelmente, não ficou com fama de violento.

O porradeiro: Michel Salgado
A vítima: Juninho Paulista
Evento: Campeonato Espanhol, 1997

Em grande fase no Atlético de Madrid, Juninho Paulista era presença certa na seleção de Zagallo que iria disputar a Copa de 1998. Na partida contra o Celta, em mais uma habitual arrancada de frente para a meta, Juninho parecia prestes a marcar o gol. Mas o sempre duro lateral-direito Michel Salgado acabou chegando por trás de carrinho, atingindo em cheio a perna de apoio do meia, a esquerda, resultando numa fratura na fíbula e seis meses fora dos gramados. E o juiz nem falta deu. Após a recuperação, Juninho superou o trauma ao se tornar o maior ídolo da história do Middlesbrough e, principalmente, ao ser campeão pelo Brasil no Mundial de 2002.

O porradeiro: Márcio Nunes
A vítima: Zico
Evento: Campeonato Carioca, 1985

Uma das mais traumáticas contusões do futebol brasileiro. Talvez a palavra “crime”, tão banalizada em entradas fortes por aí, valha a pena ser usada neste lance. Com os dois pés acima da linha da bola, Márcio Nunes atingiu em cheio o joelho de Zico. A impressão que fica é de agressão. O carrinho, na verdade, foi uma voadora rasante. Após o lance, o zagueiro se defendeu dizendo que era uma dividida e que o craque do Flamengo também levantou o pé. Zico sofreu para se recuperar, chegando baleado no Mundial de 1986 e rendendo bem abaixo do esperado – todos se lembram do pênalti perdido contra a França na partida que eliminou o Brasil. Mas o Galinho, ainda assim, conseguiu se recuperar ao vencer a Copa União de 1987 e ajudando a profissionalizar o futebol japonês anos depois, mesmo com as dores que nunca cessaram totalmente. Já Márcio Nunes não teve a mesma sorte: parou de jogar precocemente aos 25 anos – coincidentemente, graças a uma entrada forte que destruiu o seu joelho direito.

O porradeiro: Marco Materazzi
A vítima: Shevchenko
Evento: diversos

Shevchenko sempre foi a vítima favorita de Marco Materazzi. Em todo jogo sobrava um chute maldoso aqui, uma cabeçada ali. Era tanta porrada que o ucraniano chegou até a revidar sem bola numa cabeçada que o zagueiro fez questão de valorizar. Para ilustrar o que era essa briga, escolhemos a falta que ganhou o ranking deste vídeo (coloque em 3:33). Dentre tantas agressões em diversos confrontos, vocês irão concordar que nada pode ser pior do que um chute no saco.

O porradeiro: Martin Taylor
A vítima: Eduardo Silva
Evento: Premier League, 2008

Imagine que você é um jogador de futebol e, deitado na cama do hospital, ouve que pode ter a perna amputada. Foi o que aconteceu com Eduardo após a entrada maldosa de Martin Taylor. A cena foi tão forte que a TV inglesa preferiu não exibi-la durante a partida. Somente depois do jogo tivemos acesso à chocante cena do choque da sola do zagueiro na perna esquerda, praticamente dividindo-a em duas. Qualquer jogador de pelada consegue ter noção do tamanho da dor. Taylor foi expulso imediatamente e, mesmo sob protesto da Fifa, acabou recebendo a punição padrão da FA (Associação Inglesa de Futebol) de três jogos de suspensão. Eduardo retornou ao futebol de forma emocionante, marcando duas vezes na partida contra o Cardiff, pela Copa da Inglaterra, no ano seguinte.

Bônus

O porradeiro: Norbert Siegmann
A vítima: Ewald Lienen
Evento: Bundesliga, 1981

A pior de todas. O que você faria se fosse atingido por uma voadora e, após o golpe, conseguisse ver os seus próprios músculos? Lienen saiu correndo, desesperado.

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