Como pode, gente?

Nossa, que estranho, o Portes tá no lugar do José. Pois é, o José se enrolou e o Portes veio pra quebrar o galho. Mas ele não costuma falar de Brasileirão. Ossos do ofício, aqui na TF a gente joga em todas as posições, mas vá lá, VALENDOOO!

Senhores, quando o EL dizia que o Campeonato Brasileiro estava todo torto e por isso tão bonito, ele não poderia estar mais certo. Se eu pudesse definir o Roubrasileirão-13 em uma frase, ela seria: “como pode, gente?”

O futebol brasileiro está tão às avessas esse ano que sempre que paro pra conversar com o meu pai sobre, discutir a rodada e falar dos destaques ou decepções, a cada cinco minutos um de nós solta essa frase. “Como pode, gente?”.

O azar é ser goleiro e se chamar Bruno

Vamos começar falando do Flamengo, que visitou o Criciúma, mijou com a porta aberta, coçou o saco deitado no sofá e chegou abrindo a geladeira. No primeiro jogo sem Jorginho, o rubronegro passou o carro em cima do Tigre e se portou como aquele seu cunhado que vem pra passar o fim de semana e acaba morando por seis meses até arrumar um emprego. Não, este Fla não tem nada de vagabundo. Fez a bola correr e agrediu o carbonero catarinense de forma impiedosa. O 3-0 também teve uma ajudinha do goleirão Bruno, que não é o que está preso e muito menos o que está soltinho no Palmeiras. Ao que concerne AGARRAR A BOLA ele lembra mesmo o seu xará palestrino. #ForçaBrunão

Inter escapa da Lei do ex

No mesmo horário, o Internacional conseguiu escapar dela, a implacável, a infalível e mortal LEI DO EX. Na Alligator Arena em Seven Lakes, o Cruzeiro conseguiu empatar com o Colorado graças a Éverton Ribeiro e Élber. Ah, vai dizer que você esperava um gol de Ricardo Goulart, Leandro Guerreiro ou Dagoberto? Pois é, Ricardo ganhou um cartão vermelho e Dagol saiu machucado no comecinho. 2-2, bom pra molecada do Inter que vem ganhando espaço com Dunga. O cruzeirense Élber, aliás, foi uma estrela cadente no jogo: entrou aos oito minutos no lugar de Dagoberto, fez o gol e saiu aos 43, sem nem ficar com os coleguinhas durante a preleção do intervalo.

Goiás, o Eri Johnson do Brasileiro

O Goiás veio para ser o Eri Johnson do Brasileiro, como eterno figurante. Pois veja só você, no começo não parecia que seria assim, ao menos depois de vermos o golaço de Vitor. O Fluminense apertou, apertou, chutou no gol de Renan Reserva, mas nada dava certo. Inclusive Rhayner ficou com tanta raiva de Renan que tentou arrancar a perna do coitado com um carrinho, sendo expulso antes do intervalo. (Veja aqui o lance) Vitor brilhou fazendo um gol numa arrancada que a gente não vê nem na Copa Africana de Nações, onde a galera treina fugindo de leopardos famintos. Sóbis e Denílson viraram para o tricolor, que vai continuar com essa coisa de time de guerreiros. Haja.

Atlético Paranaense de bigode e que serve tequila

Todo mundo fala que o Furacão se preparou bem para o Brasileiro, joga uma bola incrível, é carisma, é lindo e poderoso com o Tiozão do churrasco Paulo Baier. Mas não ganha de ninguém. É o México rubronegro. No domingo, foi até Feira de Santana enfrentar o Vitória e continuou nessa de ter um futebol estranho. Os baianos saíram na frente com Cáceres, Ederson empatou dois minutos depois, o primo do Messi tornou a botar o Leão em vantagem. Lá pro final, Luiz Alberto AQUELE igualou de novo a parada. Seria um bom resultado para o Atlético, não fosse Escudero, o terceiro gringo do Vitória a marcar. Os três pontos para o mandante foram justos apenas pelo simples fato de TARRACHA ter sido titular durante os 90 minutos.

Mandei o cavaco chorar

Por fim, Atlético Mineiro e Coritiba fizeram a sua parte e venceram na rodada. O Galo fez 2-0 e derrubou o Grêmio que ainda está em preparação para 2013 e ainda ajustando alguns detalhes para o projeto de Luxa. Já o Coxa abriu o placar com Deivid e… cri cri cri. Também merece menção honrosa o Botafogo de Seedorf, o maior holandês da história do Glorioso. Com uma atuação segura, o alvinegro matou a Ponte Preta dentro do Moisés Lucarelli fazendo 2-0.

Quem parecia ter vida fácil era o Corinthians, que pegava a Portuguesa no Pacaembu. Nem os torcedores tiveram moleza, já que o jogo foi sonolento, muitos erros de passe, Lusinha mais retrancada que a Suíça de 54. A turma do Coronel Pimenta estava tão fechada que quando podia sair em contragolpe, voltava o jogo para a defesa, gastando tempo e evitando dar a posse para o Timão. Pato perdeu alguns gols como tem se acostumado e Romarinho botou um gás no segundo tempo. Duas bolas na trave de Glédson e nada mais. 0-0 legítimo.

E os dois times tenebrosos que estavam perdendo na largada e aprenderam a se recuperar, Vasco e Bahia, fizeram um excelente primeiro tempo empatado por 1-1 no Citizenship Stadium em Round Lap. Fernandão, o Fred pobre, fez um golaço de cobertura em Michel Alves com sete minutos no relógio. Cazalbé liderou o cruzmaltino à igualdade e foi só. Jogo fraquíssimo, mas que envolveu duas equipes em recuperação. Está de bom tamanho antes da Copa das Confederações. Cristóvão e Autuori terão tempo de botar ordem em suas respectivas casas. A menção honrosa foi para Diones, que petecou a bola seis vezes no meio-campo, DO NADA. Ninguém entendeu a necessidade da demonstração, mas vá lá…

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