O Brasil vai ganhar a Copa

Por Rodrigo “El” Salvador

ATENÇÃO: este texto SÓ contém spoilers. Como se fosse coluninha da contigo com a “sinopse” da novela.

O Brasil vai ganhar a Copa. Não é bem aquele “só não vê quem não quer”, porque não vai ser comprado. Vai ser dentro de campo. E só um pouquinho fora.

“O Brasil não passa das quartas, com otimismo pega um terceiro lugar, esse time não vai longe”. Eu até concordo com estes argumentos, por se basearem no desempenho da Seleção. Tem muito pra melhorar. é evidente. Só que tem uma coisa que pouca gente lembra: a Copa não é por pontos corridos. E assim, com esse futebol fraco, a Copa pro Brasil começa nas quartas-de-final, porque antes disso os times são todos do nível do Coritiba em 2006. Com isso em mente, permitam-me contar não só que o Brasil vai ser campeão ano que vem, mas também COMO isso acontecerá, sem me ater apenas ao grande clichê da Seleção questionada levar a Copa.

A conquista do hexa vai ficar um pouco mais clara no dia do sorteio dos grupos. Aquele pessoal que reclama de amistoso contra time fraco vai ver o Brasil vai jogar contra eles na primeira fase. Só dentro do campo a gente vê que jogar contra time bom e contra time ruim é diferente, muito diferente. Os amistosos contra Estônia e sub-20 do Fortaleza vão dar aquela cancha pro Brasil fazer 3×0 no jogo de estreia contra o time que vem do Pote 4: o Panamá, que conseguirá um tão heroico quanto improvável quarto lugar na CONCACAF (devido a derrotas de Costa Rica e Jamaica enquanto 11 panamenhos em um BUNKER na própria área seguram um 0x0 contra os EUA) e eliminará a Nova Zelândia num 4×3 com gols contra, expulsões, ativistas do Femen invadindo o campo, auroras boreais e um total de 140 minutos corridos de futebol, contando as paralisações.

Na segunda rodada, o Brasil pega o time do pote 2: a Bélgica, que vai ganhar do Brasil por 2×0. O pós-jogo vai ser insuportável, com exaltações à geração belga e milhões de “eu já sabia” se referindo ao fracasso de Felipão. Devido ao saldo positivo, o Brasil vai pra última rodada precisando empatar com o Uzbequistão (que caiu no pote 3 depois de ter vencido seu grupo na eliminatória asiática). Aqui começa o drama: os uzbeques pressionam o Brasil até os 20 minutos, sem parar. O Brasil consegue um pênalti. FRED marca. Uzbeques empatam um minuto antes do intervalo. Voltam e chutam duas na trave. Outro pênalti pro Brasil (ambos existentes, nada de ladroagem). NEYMAR perde. Último lance do jogo, falta pro Uzbequistão no bico da área. Cobrança direto na barreira. Fim do jogo, Brasil classificado em segundo lugar.

Em meio à enxurrada de “só se classificou porque o grupo era ridículo” e afins, vem a Suécia na oitavas (primeira colocada de um grupo tranquilo, com 2 vitórias e 1 empate). Aos olhos do mundo todo, a Suécia é favorita. Tão favorita que Ibrahimovic abre o placar. Mas o erro infantil na preparação – os treinamentos do time no próprio país nórdico, ignorando o calor de julho no Brasil – refletirão na insolação de 4 jogadores, no cansaço do restante do time e na virada do Brasil. Nas quartas, o adversário será a surpresa da Copa: o Irã, que eliminará a Inglaterra com 3×0 fora o baile – porque o vexame inglês na Copa não pode faltar. O problema é que, sem o artilheiro Javad Nekounam (vendido pelo Osasuna ao Bayern Munique no meio da Copa), suspenso, o time perde a referência do ataque. Sai de campo com apenas um gol. Contra, no primeiro escanteio que o Brasil não bate com passe curto desde o início da Copa.

Dirão que o Brasil chegou sem qualquer mérito à semifinal. E é verdade. A sorte fará a parte dela, é o fator que traz o Brasil até aqui, sem jogar bem. O mérito fica para os outros semifinalistas: Argentina, melhor futebol da Copa, pega a Rússia, que eliminará a Alemanha naquele que será lembrado como o melhor jogo desde a estreia da URSS em competições FIFA, COI, UEFA ou o que for. E o Brasil vai escapar da Espanha graças a Lloris, que colocará a França na semifinal sem sofrer nenhum gol de pênalti nas derradeiras cobranças. “Ah não, França de novo não”. Veremos entrevistas com crianças (digo, pessoas) nascidas em 98, cuja vida futebolistíca está pautada em perder para Les Bleus. Um chef francês fechará o restaurante para assistir sua “terceira vitória” desde que veio ao Brasil. Como eu já falei no começo que o Brasil vai ganhar a Copa, basta dizer aqui que Neymar fará seu primeiro grande jogo pela Seleção, dará 2 assistências e fará um golaço.

E apesar de finalmente ver o Brasil jogando bem, como colocá-lo como favorito na final frente a uma Rússia que fará 5×1 na Argentina, mantendo seus 100% de aproveitamento na Copa? Como, aos 15 do primeiro tempo, acreditar que o Brasil conseguirá reverter os 2×0 impostos pelo time de Capello? Acreditem: vai chover tanto no intervalo que alguns pedaços de grama do Maracanã vão se soltar. O jogo ficará horrível, uma pelada lamentável, digna de futebol amador. O suficiente para 2 gols de HULK, um de fora da área com a bola escorregando das mãos do goleiro e outro num chute rasteiro que pára numa poça e ele mesmo corre pra “segundinha”. O gol do título? Escanteio, Thiago Silva cabeceia na trave, a bola volta na entrada da área e LEANDRO DONIZETE ACERTA O ÂNGULO NUM SEM PULO QUASE DIVINO MEUS OLHOS ESTÃO CHEIOS DE LÁGRIMAS CHUPEM SECADORES.

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