Cada fim é um recomeço

Desta vez não vamos parar apenas para férias. A Todo Futebol, como um projeto de site que já tem seis anos de história, encerra as suas atividades neste mês de novembro, para dar lugar a outras empreitadas. Mas antes de cortar os plugues e desligar os cabos, devemos a vocês algumas explicações.

A TF sobreviveu nestes últimos sete meses com a ajuda de raros colaboradores no projeto do XXV de Amsterdã, um crowdsourcing que visava arrecadar fundos para viabilizar custos com hospedagem e a própria sequência do abastecimento de conteúdo por aqui. Entretanto, não chegamos nem à metade da nossa meta inicial, que seria premiada com a produção de uma revista em formato digital. Este era o primeiro grande plano a ser executado.

Se dedicar inteiramente a um site, como imaginamos que vocês saibam, requer algum esforço e regularidade. Como editor e produtor de material para a TF, posso dizer que a experiência foi interessante do ponto de vista de pesquisa e interação. Foram raros os comentários negativos criticando o trabalho por aqui, nestes seis anos. Por outro lado, a TF ainda estava escondida na mídia esportiva brasileira e não teve apoio maciço para seguir em frente. Devemos a exposição aos leitores fieis do site e especialmente à Trivela, que nos deu espaço ao longo desses anos com indicações e parcerias.

O site representou uma fonte de esperança de dias melhores. Entretanto, o momento no jornalismo não é bom. Nem para os veículos grandes, tampouco para os pequenos que não contam com verbas comerciais ou investimentos pontuais. E da minha parte, a competência nula em marketing e estratégias de divulgação talvez tenham cobrado seu preço. Não pude e nem poderei tentar aperfeiçoar o que sei nesse sentido enquanto sigo caminho para outra área profissional completamente diferente do que venho fazendo desde 2009, quando comecei a escrever regularmente em blogs.

Obviamente fica um gosto amargo por ter de encerrar (ainda que temporariamente) o trabalho por aqui, sem alcançar sequer a primeira das metas. Mas em contraste a isso, fiz boas amizades e consegui boas companhias para a equipe, como a sensacional Lilian Trigo, que tem enorme responsabilidade no período mais criativo e frutífero da TF. Com ela ao nosso lado, batemos recordes de audiência inimagináveis. Esta fase, em especial, representou um ponto fora da curva na história do projeto, já que na maioria do tempo, estive sozinho com toda a responsabilidade de produção, edição e pesquisa. Foi bom, mas não está mais dando certo em virtude dos conflitos de agenda.

O próximo passo

Deste fim da TF, nasce uma revista digital (e talvez impressa, caso tudo corra como planejado), a Relvado. Conto com mais três personalidades fantásticas do meio para fazer isso ir adiante. E será esta a minha última contribuição jornalística. Não tenho mais idade para acumular fracassos e projetos pensados no desespero. Já falhei demais e não admito errar outra vez. Agora é hora de acertar o tiro. Usaremos desta plataforma da TF para divulgar todos os detalhes e edições futuras antes que a Relvado ganhe casa própria em outro lugar.

O futuro da TF é o silêncio. Ao menos na plataforma WordPress, temos data de vencimento: em maio de 2019, as luzes se apagarão em definitivo e todo o conteúdo publicado aqui desaparecerá. Se até lá o Medium ainda estiver de pé, é este rumo que tomará o nosso acervo completo, estes seis anos de textos, coberturas e histórias marcantes. O Coração de Roma, meu blog pessoal sobre a equipe da capital italiana, segue normalmente, justamente por ser um hobby.

Foi um prazer imenso abrir este publicador a cada semana. Aos trancos e barrancos, na base do chutão para a frente, consolidamos um público respeitável. E paramos agora em novembro com a maior audiência de 2017, em um momento de transição para o projeto e para quem é responsável por ele.

Contamos com vocês para que a Relvado dê frutos mais saborosos a partir do próximo mês. E que a Todo Futebol tenha um espaço reservado na lembrança de quem passou por aqui e conheceu nossas histórias. Até logo e muito obrigado pelo apoio.

Jordi e o legado da família Cruyff no futebol

Batizado com o nome do padroeiro da Catalunha, Jordi Cruyff nasceu meses antes do incomparável fenômeno do Futebol Total na Copa de 1974. Herdeiro do maior jogador holandês da história, o meia teve um ótimo exemplo em casa, mas não contou com a sorte durante a sua longa carreira como futebolista.

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Vices que amamos: Messias e o Santos de 1995

Mostrando força na reta final do Brasileirão de 1995, o Santos conseguiu uma de suas maiores viradas para eliminar o Fluminense nas semifinais. Entretanto, quando encarou o Botafogo de Túlio, lances polêmicos deram o tom da decisão no Pacaembu.

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Vices que amamos: A Itália mutante de 1994

Depois do terceiro lugar no Mundial de 1990 como anfitriã, a Itália continuou forte e brigou pela taça na edição de 1994, nos Estados Unidos. O timaço de Arrigo Sacchi sofreu com o forte calor norte-americano e fez um jogo histórico antes de sucumbir novamente diante do Brasil em uma final.

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Vices que amamos: O meteórico São Caetano de 2002

Queridinho do Brasil no início dos anos 2000, o São Caetano peitou a América em uma campanha memorável como finalista da Libertadores, em 2002. Mas os vacilos na decisão impediram que o Azulão entrasse para o seleto grupo dos campeões continentais.

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Vices que amamos: A Argentina quase tricampeã do mundo

Favorita na Copa de 1990, a Argentina tentava defender seu título mundial com Maradona em ótima fase. Mas o capitão, lesionado, não conseguiu inspirar o time como na edição de 1986. Na final, os argentinos foram castigados pela Alemanha.

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Vices que amamos: O último Dream Team do Barcelona

Em sua última grande final europeia sob o comando de Johan Cruyff, o Dream Team do Barcelona foi surpreendido por um Milan arrasador em Atenas. A goleada por 4 a 0 marcou o fim de uma era bem sucedida no Camp Nou.

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Vices que amamos: A Portuguesa que encantou o Brasil

Em 1996, a Portuguesa desafiou a lógica do futebol nacional e sonhou com o título brasileiro. A última grande Lusa, nas mãos de Candinho, foi até a final e vendeu caro a taça para o Grêmio, que vivia seu auge sob o comando de Luiz Felipe Scolari.

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Vices que amamos: O Arsenal de Henry em 2006

Em sua única aparição na final da Liga dos Campeões, o Arsenal deu o primeiro golpe no Barcelona, em Paris. Mas a virada cruel dos catalães, a partir de um pênalti em Eto’o, assinalava a decadência dos Gunners no cenário europeu.

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